Nao vejam!

Ontem fomos ao cinema, de comúm acordo com o filme a visionar: REC 3. Uma produçao espanhola, perdao, catala!
Qualquer pessoa que tenha visto Rec1 e Rec2 tem uma curiosidade fumegante pela sequela final. Qualquer pessoa também devia saber que as sequelas sao, regra geral, baldes de água fria em Janeiro.
Esta sequela nao fugiu à desilusao. Nao era má. Era pior que isso.
Um misto de terror à base de sumo de tomate com humor tonto e nenhum sobrevivente. A pessoa sai da sala sem saber se viu um filme de terror ou uma nova versao do Scary Movie. Como nao havia peitos com loiras exuberantes e burras a correr dentro de uma t-shirt molhada, acabamos por acreditar que se tratava do Rec.
Para quem nao sabe, os Recs têm a particularidade de serem vistos desde o ângulo de alguém que está a filmar o que se passa. E o que se passa é que há uma infeçao contagiosa provocada pelo demónio e cuja fonte de propagaçao é, adivinhem, uma menina portuguesa! "La niña Medeiros” vive (já bastante decomposta) no sotao de um predio que está ali na Rambla Catalunha . Através de um cao do edificio vai contagiando todos os vizinhos. Cada contagiado converte-se num demónio com a missao de morder pessoas e assim criar mais demónios. Eu sei que com esta sinópse pode nao parecer, mas o rec1 e o rec2 sao bons. Sao originais, sao cativantes, dao um belo par de sustos com cortes de respiraçao intensos e nao abusam do sumo de tomate. E passam-se sempre no mesmo cenário: dentro do prédio da Rambla Catalunha.
Ora o rec3 passa-se num casamento, imaginem! O drama começa na festa depois da cerimónia religiosa. Um cao, supostamente o mesmo do Rec1, mordeu o tio do novio. E a partir do tio é sempre a aviar com mordidas, desmembramentos e um imenso mar vermelho.
O noivo tenta encontrar a noiva e vice-versa, enquanto todos os convidados do seu casamento, pais, amigos e irmaos pequenos incluidos, se convertem em mortíferos demónios.
Uma delícia.
Ainda por cima, assim que começa a “açao”, o noivo obriga o primo que estava a filmar a apagar a câmara. Termina aí a singularidade do filme que já nao tem nenhum motivo para chamar-se Rec.
A esperança de melhora desvanece queando o noivo se refugia numa capela de Sant Jordi (o santo da Catalunha) e nao se lhe ocorre melhor ideia que colocar o capacete e a armadura do Sant Jordi e obrigar um garçon da boda sul-americano a vestir-se de escudeiro. Lá vao os dois filme afora, qual D. Quixote e Sancho Pança, em busca da Dulcineia. Que por essa altura anda a matar demónios com uma serra eléctrica.

Comentários

Anónimo disse…
vi o 1; dentro do estilo, gostei pelo mistério e pela falta de sobreviventes. não imaginei sequer que pudesse haver rec 2 ou 3!!

beijocas
ruitio

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