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A mostrar mensagens de Maio, 2012

"Segundas Páscoas"

Segunda-feira.  Os segundos analógicos roçam o meio dia.  A esta hora já deveria estar sentada em frente ao computador do escritório, colada ao email e ao telefone. Deveria estar a analisar as faturações, a preparar o evento do próximo sábado, a abertura do novo bar, a lista dos desportes, os quadros das promoções, a atualização do facebook e da web e outros labores  ditos de comunicação. Mas não estou. Estou a acabar de despertar o meu ser, tarefa dificultada pela festa de inauguração da piscina do Hotel W que decorreu ontem na dita piscina, transformada numa discoteca ao ar livre com Dj, luzes em choque, fumo a emergir das águas e muita gente com estilo. Outros, nem tanto. Intriga-me porque é que algumas raparigas saem à rua maquilhadas como se fossem dois personagens do Avatar.   Estou a  preparar-me para uma ida à praia ou à piscina. Depois de Barcelona nos ter castigado com mau tempo durante semanas a fio a bonança parece ter voltado finalmente a brilhar sobre as nossas ca

Se...

Se uma fatia de dúvida sopra as velas da certeza a felicidade engole-se em seco. É preciso um passe de beijos com viangens vitalícias para apanhá-la outra vez, antes de que caduque. Mas a felicidade quando foge, leva sempre o amor com ela. E só volta, se ele voltar primeiro. Por isso o "se" a longo prazo é sempre uma garantia do incerto de mais ou menos de dois anos e nao reembolsável.

Nao é um mail mas...

A minha mãe está-se sempre a queixar que eu não respondo aos emails dela. Eu respondo, às vezes. Respondo, por exemplo, quando não tenho que contar que estou a cozinhar numa panela   que tem queimaduras de primeiro grau na base. Respondo, nos dias em que não fiquei sem jantar por estar a trabalhar, por não ter comida em casa, por não querer limpar a cozinha ou, simplesmente, por não saber cozinhar. Respondo, quando não pus roupa de lado porque se descoseu qualquer coisa ou porque há uma mancha que eu não sei tirar. Respondo, quando tenho água quente no chuveiro e a casa limpa, arrumada e sem formigas. Como se ela pudesse ver a sujidade entre o ponto final e a última palavra.   Respondo quando não estou triste, porque isso ela notaria logo na primeira vírgula. Respondo quando não encravei o computador por falta de actualização do antivírus, ainda por cima eu, que não me lembro da última vez que fiz um back up. Aqui é mais fácil responder aos emails do meu pai, porque ele tamb

A destacar

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Azáfama é uma palavra curta para descrever as duas últimas semanas. Um namorado, dois trabalhos, uma colaboração com o jornal   i (que sai hoje!) e uma maré de eventos noturnos, diurnos, desportivos and so on. Ah, e a eliminação do Barça na Champions mais a vitória   da Liga pelo Madrid não contribuíram para aumentar os ânimos. No entanto, de toda essa panóplia de ocasiões, pedaços de vivência e celebraçoes, o que me apetece destacar hoje é um único objeto minimalista qb e de pouca, ou nenhuma, singularidade. Porque é um objeto que me vai trazer mais benefícios do que as prendas do dia de St. Jordi. Os catalães não se contentavam com ter um idioma só deles, não, também tinham que ter o seu próprio dia dos namorados: 23 de Abril, St. Jordi. É um objeto mais esperado que a Flower Power, a maior festa do ano em Barcelona, vinda diretamente de Ibiza com um inumerável atrelado de celebridades. Senti-me qual Paris Hilton, atumultuada pelos flashes dos paparazzi no tapete vermelho