Moto GP - ano II


Este ano fui, pela segunda vez consecutiva, ao circuito de Moto GP de Montmeló, que é aqui ao lado, num pequeno desterro ao qual o povo acode em massa para ver as motas passarem (porque digo-vos já que não se vê mais nada).  Eu, particularmente, continuo sem perceber patavina de Moto GP. Cilindradas? Regras? Pilotos? Quem?  
No entanto, lembrava-me bem do festival do ano passado no V.I.P da Ducati: comida com fartura a todas as horas e para todos os gostos, bar aberto, sorteios, sofás ao sol, sofás à sombra, Dj, pista de dança… não se pode pedir mais nada quando são onze da manha e estamos a bombar como se fossem duas.
 Este ano não ficou aquém da expectativa, se bem que me pareceu que as porta-bandeiras da Monster tinham menos silicone que o ano passado.
Em vez do Valentino estivemos com o Nicky Hayden, mas isso a mim é coisa que não me faz diferença.
A minha amiga Natália ganhou um boné autografado pelo tal Nicky e eu disse-lhe logo que vendesse no ebay mas ela deu ao namorado. O amor é cego.
O tempo foi passando animadamente entre petiscos e mojitos de morango e, tal como no ano passado, consegui acompanhar a largada da motorada mas perdi o gran finale. Chegam sempre quando uma pessoa não tá à espera pá! Isso não se faz. Quantas voltas são?
Devia haver uma voz off para avisar o  match point como no ténis. Ou golo, no mínimo. Nada. Ninguém diz nada. Só se ouvem motores a rosnar e o vento a ser cortado a muitos, não sei exatamente quantos mas sei que são muitos, km por hora.
Continuo pois sem entender a graça das corridas e comentários como “Não ganhou porque arriscou pouco” fazem-me sentir ignorante. Como é que se pode arriscar mais além do arriscado que é sair a correr daquela maneira em cima de duas rodas?
Conduzir só com uma mão e tirar o capacete com a que está livre?                    
A verdade é que tanto faz. Não me importa. Não me interessa. Não sei quem ganhou e mesmo que soubesse continuaria sem saber porque não conheço nenhum piloto sem ser o Valentino (e agora o Nicky). Mais 10 anos disto e estou confiante de que conseguirei completar uma caderneta de cromos de motos com as cabeças coladas nos nomes certos.
Enquanto tal não acontece, cá fico com o meu próprio resumo desportivo: a Ducati é a maior! Não ganha nunca mas para mim é a maior na mesma! E vou estar sempre a apoiar os seus pilotos ainda que não faça a mínima ideia de quem eles são.
E isto meus caros não é MotoGP, é Marketing. 

 

Comentários

Anónimo disse…
Olá olá,
Estás muito bem na Ducati , assim já podes vir á concentração de motards de Faro....
Bj
ruitio

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