Festa de dia

O mote era comemorar 26 anos como se tivesse 6. E para isso nada melhor que mergulhos com o nariz tapado num parque aquático. Portanto lá fomos, de toalha, havaianas, biquini e limosine cor de rosa. Sim! Os anos passam mas eu contínuo fiel aos meus princípios: cor de rosa , Sext and the City  e Gossip Girl.




Nao nego que foi estranho abrir a porta de casa e deparar-me com aquele manto rosa choque que me aguardava, brilhando ao sol, enquanto toda a gente que passava parava para tirar fotografias.



Nao nego que nao estava psicologicamente preparada para ter um chofer a ligar-me, avisando-me de que quando eu quisesse ir embora ele estava à porta com a limosine (cor de rosa).



E  certamente nao nego que nao me importava nada de viver assim todos os dias.
Champagne showers, espelhos no tecto, música sem limitador de volume, caramelos e bolachas, luzes tutti frutti e um Ambrósio sempre pronto, para me levar onde me bem me apetecesse.



Mas faz parte da magia que o encanto seja efémero. O  importante é explorar todo o carpe diem do momento e nao temer nenhum tubogun, nem nenhum socorrista, por muito que ele nos pressione com o seu apito irritante para que nos atiremos por um abismo aquático. O homem já devia ter apitado umas 3 vezes e eu continuava ali, inerte, a estudar a melhor maneira de gerir aquela descida a pique. Rápidamente percebi que a melhor maneira era ir antes que ele se levantasse para me empurrar. E assim fui.



Como fui no primeiro escorrega, que pensávamos que era para crianças e a meio da escada já só pensávamos em voltar para trás. Mas nao recuámos! (Básicamente porque atrás de nós havia um menino de 6 anos a contar-nos, entusiasmado,  que já tinha descido por ali 5 vezes.  A tal inscosciencia que permite ser feliz sem dilemas, como bem escrevia Fernando Pessoa). 
Corajosas, rebolámos pelas descidas, engolimos litros de cloro, perdemos os biquinis a cada derradeiro splash, entupimos os narizes e os ouvidos e, parecendo que nao, divertimo-nos para lá de muito.




















A máquina fotográfica à prova de água que eu ofereci ao “novio” no seu aniversário do ano passado soube a pato para registar esses momentos de desajuste capilar e bolhas a sair pelo nariz.



E milagrosamente voltou intacta.
Depois das bóias e da piscina de ondas, depois da Natalia ter apertado o botao “movie” sempre que queria tirar uma fotografia  e depois de eu ter acabado com o meu cóxis em todos os temíveis tuboguns, regressámos ao conforto e ao luxo de outra limousine, a godzila das limosines, mas em rosa em vez de verde.



O Ambrósio esperáva-nos de porta aberta e trouxe-nos de volta a Barcelona, onde realmente nao tinhamos nenhuma pressa de chegar. Porque os anos querem-se assim, a passar devagar...

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