Episódios tropezianos 2


No segundo dia já nos deixámos enganar. Já sabíamos as manhas das ruas, os caminhos a tomar, as entradas dos parkings e como chegar às praias de verdade: Pampelonne aqui vamos nós!
Também não nos quisemos arriscar mais com tentativas de poupar e reservámos a grande e à francesa, nunca melhor dito,  mesa para 2 no Le Club 55, o preferido de mademoiselle Bardot. Impossível sem reserva, apesar de se parecer mais com um qualquer restaurante da Manta-rota que comumo Blue Marlyn Ibiza, como seria esperado. 

 

 

O cenário era irrefutavelmente paradisíaco, com o mar tão transparente que parecia mesmo o espelho do céu. 

 


A fila para chegar ao Boulevard do Club 55 era imensa, o parking público estava completo, o a que estas alturas já não sorpreende ninguém não é?  Como tínhamos reserva um vallet (pensámos nós) disse que podíamos deixar o carro ali no meio da rua que ele estacionava. Felizes que nem perdizes por sair do carro e evitar uma hora de fila para estacionar, deixámos-lhe o carro, as chaves e fomos embora. Só muito mais tarde nos perguntámos como é que íamos recuperar o carro, ou, posto que não tínhamos ticket nem nada, se é que o íamos recuperar de todo.  Foi com alívio e alegria que, após mais um almoço exorbitante, verificámos que o senhor a quem deixámos o carro era mesmo o vallet. Foi com consideravelmente menos alegria que verificámos que outros clientes do Club 55 lhe deixavam 50€ de gorgeta. Lá se foi o estacionamento grátis.
O destino seguinte estava a poucos metros, numa extensão da mesma praia, mas em outro Boulevard e com outro club, o internacionalmente conhecido, Nikki Beach. Onde a entrada é livre mas o preço para estar deitado a apanhar sol é tão alto que acho por bem censurá-lo. 

 























Optámos por refestelar-nos com outro pedaço de praia em estado selvagem e voltar mais tarde para um pezinho de dança (o meu porque ele, como muito, balança um bocadinho). Quando voltámos parecia outro sítio, estava montada uma autêntica rambóia, com todos os sucessos musicais do momento alinhados e mais de meia hora para conseguir ser atendido. Uma vez vencida a espera para poder trocar duas palavras com a barwomen, a experiência valeu a pena.

 

 



Queríamos voltar no dia seguinte mas, infelizmente, no dia seguinte já era hora de voltar para Barcelona.
Despedimo-nos de Saint Tropez com um jantar no Pearl Beach, um restaurante delicioso em cima do mar, todo ao estilo do In Rio em Belém, menos os preços como já se sabe. Tinha lido em algum lado que este era mais em conta, 30-50€ por pessoa, e agora gostava mesmo de lembrar-me quem escreveu tal barbaridade para enviar um email a insultara-lo.

 


Antes de nos lançarmos à estrada visitámos o Porto de Grimaud, uma pequena Veneza da Côte d’Azur, feita de casas entrelaçadas em pequenos e curiosos canais.

 

 
 Tanto que decidimos alugar um quase barco para um passeio de 30 minutos: uma pequena lancha elétrica que irrompia pelos canais e contornava iates e veleiro, a 0,5km hora! A loucura!










O adeus foi bastante simbólico, com uma exibiçao alucinante da força aérea. 


 

Ainda em Saint Tropez, conseguimos finalmente comer bem e barato.
Já diz a sabedoria popular, mais vale tarde do que nunca.
Au revoir! 

 

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