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A mostrar mensagens de Outubro, 2012

Viva os noivos!

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Sim aceito, yes I do, si quiero. Todos os casamentos dizem o mesmo e no entanto não há um casamento igual a outro, porque o amor que os une é o mesmo mas os noivos são sempre diferentes.  Não que eu tenha frequentado muitos matrimónios. Dois, mais precisamente. Mas vejo imensos chic-flicks! O meu segundo casamento foi na primeira sexta-feira chuvosa de Outono. O sol deleitou os raios só para fazer brilhar a alegria dos noivos. Ele de calças de ganga, ela de sabrinas prateadas. Nós, sem saber onde íamos. A noiva, irmã do namorado, já nos tinha avisado que ia ser uma coisa casual, mas ele não sabe o que isso é e foi de fato. Eu fui casual dentro do estilo, saia preta, top turquesa,  saltos e um colar grande e espampanante, no bom sentido,  para dar o charme. Pedi-o especialmente emprestado a uma amiga no dia anterior. Quando chegámos ao enclave secreto, não sabíamos bem o que pensar, apesar da evidencia da miragem: fogões, fornos, mesas, panelas… era um casamento de group cooking!

The impossible

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A história é real. E todos nos lembramos de ter visto as notícias na televisão. O pessoal detrás das câmaras é espanhol, mais que isso, o director é catalão. A première foi em Madrid. E para também ter audiência nos EUA,  a Naomi Watts é protagonista. Criou-se pois todo um reboliço de publicidade e extasiante antecipação do “Impossível”, suponho que esse seja o título em Portugal. Via-se o tsunami a chegar à costa, via-se a mão da Naomi a submergir das águas devastadas numa busca desesperada pelos seus filhos. Via-se o filme todo só com o trailer, ainda assim, tivemos que ir vê-lo ao cinema. Fui eu, o namorado, a Little miss Schutz e o amigo.  E muito mais gente, porque a sala estava cheia. Ela, o amigo e eu chorámos que nem 3 Madalenas. Não entrava neste estado de cheias lacrimais desde o Armagedom. Digo-vos já que é pior que o próprio do Titanic, porque o casting de actores escolheu as criancinhas mais fofas e mais lindas e mais irresistíveis para serem apanhadas no meio do

A Voz!

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Já tinha visto cenas do original estadunidense The Voice e pareceu-me engraçado. Nunca fui uma die hard fan de Ídolos e Operações triunfo mas A voz afigurava-se diferente: o jurado não vê os candidatos. Limita-se a ouvir, o que realça a essência artística de cada um. Não importa se a cara da voz é feia como a noite dos trovões, se o corpo não entra nas roupas que a Vogue aconselha aos seus leitores ou se o estilo é duvidoso ou simplesmente estagnado em alguma década passada do século XX. A única coisa que conta para passar à fase seguinte é “A voz”. E tudo se anima com as surpresas (às vezes melhores, às vezes piores) que o jurado leva quando decide virar a cadeira para ver quem está a cantar. Se mais de um jurado se vira terão de se digladiar pelo futuro artista em questão. Aí é o vale tudo – abraços, promessas de discos ou dizer que o wannabe se chama igual que a mãe, que a tia ou que o cão.  Quase sempre o candidato já tem pré concebido com que artista do jurado quer formar equi

As chaves que nunca te darei

Little Miss Schütz veio viver para Barcelona. Veio fazer uma “mestria” como ela diz. E, até encontrar casa, ficou chez moi. Uma convivênciaque correu mais ou menos lindamente, dentro do apertado possível que são 45 metros quadrados.  Ao décimo segundo dia, numa sexta-feira,  little miss Shcütz partiu, para longe? Não. Partiu para o outro lado da Sagrada Família, a 5 minutos e meio a pé da minha porta. Foi aí que os problemas começaram. Não fez a mudança toda de uma vez, portanto guardou as chaves para voltar no dia seguinte.  E voltou. Ai se voltou! Voltou às 11 da manha sem avisar nem tocar à porta. Eu, que tinha ido  dormir há sensivelmente 5 horas, depois de  trabalhar 5 horas de pé e dançar outras 5 horas mais, acordei num sobressalto com o barulho das chaves na porta.    Abri os olhos para vislumbrar a petite e o amigo, a prepararem-se para entrar em casa. Em minha casa. Sábado de manhã. Por sorte, depois do careto que viram, tiveram o bom senso de recuar. Disse-lhe que

Ping-pong

Como bom português, fechado, sério (e emigrante!), o Cristiano disse “Mais baixinho se faz favor” porque estavam a fazer muito barulho.   Vai daí o Messi, com esse espírito argentino de boémio   e festivaleiro respondeu “Que no boludo, en mi casa por todo lo alto!”.  E foi ver o Casillas jogar a mão à anca, em jeito de varina do mercado da Ribeira. E uma vez tenham aberto a boca, quem é que consegue calar os argentinos? Falam, falam e falam, rápido, alto e cantando. E não se calam.   E o   Messi mando um berro, desde longe, para corroborar isso mesmo “Xo no me caxôôô !”. Só que nós, os portugueses,   somos persistentes e gostamos de diminutivos, portanto o Cristiano voltou a impor silêncio no Campo Novo “ Eu pedi com jeitinho, agora tive que ser mauzinho, a ver se piam mais baixinho!”. E pronto,   ficámos assim. Assim como ficamos entre bolo de chocolate e tarte de morangos. Assim como ficamos entre férias nas melhores praias do Brasil ou nas Ilhas Maldivas. Assim c

No pain, no gain.

A chegada do fim de semana é um alívio, para a maioria das pessoas. Eu, infelizmente, não me incluo nessa extensão de pessoas. Portanto, depois de trabalhar até à uma e meia da manha na sexta –feira,   o meu sábado foi uma espécie de trampolim desde tenra manha.   Para cima e para baixo, ora vai buscar equipamento de música, ora vai buscar photocall (handmade pour moi by the way), ora vai leva-los ali, ora volta para casa para arranjar-te em uma hora, secar cabelo, esticar, maquillar, escolher outfit, levar sapatos para mudar mais tarde, fazer mala para ir dormir a casa dele e sair desbordada, com o verniz das unhas em punho para ir pintando nos semáforos vermelhos. Paragem seguinte: praia, das 7 da tarde à uma da manha de pé e sem parar nem para ir ao toilette. Receber e sentar 500 pessoas para jantar,   montar e desmontar mesas, dizer que está quase quando não se avista réstia de mesa livre no horizonte, procurar os clientes a quem tocou a sorte grande entre 50 outros impacientes