Os presentes de Natal


Aqui estou eu embrulhada num deles: um robe da Oysho quentinho, peludinho e fofinho, como Deus quer, ou deve ter querido no seu momento, em vez dos maços de palha, do hálito do burro e do estrume da vaca. Engraçado, como nos presépios o milagre do nascimento de Jesus parece muito mais poético.
Não falte nunca a poesia, ou prosa no caso, que este Natal culmina com 4 livros novos, dois em inglês, do Ken Follet, e dois em português, bens preciosos quando se vive em Espanha e em Barcelona e todos os livros são em espanhol e em catalão. Da língua de Camões escolhi Saramago e uma nova descoberta, uma senhora que estudou na Nova e só por isso merece algo de compreensão.  Curiosamente, as temáticas são todas muito históricas, o Ken fala da Primeira e Segunda guerras mundiais, Saramago do cerco de Lisboa e a da Nova conta a história da Marquesa de Alorna. Este último comprei-o no aeroporto, tendo em mente a nota que o meu tio me escreveu no postal de Natal “Os trocos não são para comprar trapos, são para comprar livros”. À minha irmã ele escreveu, com mais esperança e menos convicção “Eu gostava que tu comprasses um livro… mas tu é que sabes.”  
O resto dos presentes seguiram uma linha muito prática mas não menos valiosa, exceto os chinelos, porque não me servem. O namorado só se apercebeu agora que eu sou uma princesa sem pé a condizer.  Ofereceu outra coisa jeitosa, uma mini bolsa de atar ao braço, para levar as chaves e o telemóvel quando se vai correr. Porque eu justificava a minha abstinência de corridas com a impossibilidade de correr e transportar, em simultâneo, as chaves de casa e o telemóvel(para ir ouvindo musica). Agora, vou ter de arranjar outra desculpa. Obrigado amor!
Os pais foram os maiores contribuintes nos seus presentes, como já vem sendo tradição, com a oferta de transfers indispensáveis nas nossas deslocações de férias, e dinheiro trocado, que calha sempre bem ter na carteira a moeda em uso.
Entretanto, o calendário de Nova York já está pendurado, o elétrico com bolachas de chocolate já começou a ser devorado e o conjunto de cremes já está na linha da frente para entrar na necessaire e rumar ao Rio de Janeiro connosco.
Partimos amanhã!
Quem é que não queria um presente destes?

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