Hoje é quinta-feira

Quando trabalhava em Portugal a quinta-feira era sempre um dia especial. Por 3 singulares razoes: antecedia a sexta, havia lasanha no menú do almoço e recebíamos a Visao. Destas 3 razoes a única que nao falhava nunca era a sexta-feira no dia seguinte. A lasanha acabava-se, se uma pessoa se despistava, e a Visao era alvo de um ataque bárbaro. Estávamos todos ansiosos, sedentos, desejosos por ler a crónica do Ricardo Araújo Pereira. Entao batíamos de frente, digladiávamos que nem leoes na arena e, tendo perdido o combate, rosnávamos enquanto ouvíamos as gargalhadas de quem já a estava ler.
Mas valia sempre a pena.  A luta, o pique, o sofrimento! Tudo era compensado naquela página dividida en duas colunas de ironia e bom humor.
Há 5 anos que a minha quinta-feira deixou de ser especial para ser só um dia fofinho por ser véspera de véspera de fim de semana.
Há 5 anos que nao recebo a Visao, nem a vejo nas bancas.
Mas como dizem nos lugares comuns "há coisas que nuncam mudam" e as crónicas do Ricardo Araújo Pereira continuam a valer a pena.

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