Palavras para quê?!


As palavras são, em si mesmas, um antagonismo. Porque são pré-fabricadas e impostas ditatorialmente, ao mesmo tempo que são a nossa escada de incêndio para a liberdade.  
Isto não vem a propósito de nada em concreto. Não é sobre a reviravolta Disneybólica do Barça na Champions League, nem sobre o cheiro da Primavera, nem o sobre o novo Papa Argentino, nem sobre os bancos do Chipre.
É sobre tudo. Tudo o que pensamos, tudo o que sentimos. Tudo. Podemos dizer tudo com as palavras que quisermos. E vai daí talvez não. Sendo palavras feitas, dizemos o que queremos ou o que querem que digamos?
Quem foi que decidiu que que céu se chamava céu e chão se chamava chão? Com base em que lógica, em que direito, em que constituição? Podiam, perfeitamente, chamar-se ao contrário. E o contrário podia chamar-se chocolate. Ou chantilly.
Que mania mais humana essa de pôr nomes às coisas. De querer definir o universo e as suas dialéticas infinitas até ao último algarismo errante. Será que não se pode só ser? Existir, sem nome? Sentir, sem mais?
Ai pode sim senhor! Pois claro que pode. Tao certo como o contrário não se chamar chantilly.
Por essas e por outras, é que eu não tenho um nome para ti.

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