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A mostrar mensagens de Abril, 2013

Cor trencat*

*Coração roto Hoje foi o dia dos dragões, das princesas e dos Jordis, Jorges, Georges e mais quantas variações existam do mesmo nome. Não haveria nada de especial a destacar se não fosse Barcelona a sede deste blog. Se as suas ruas não se tivessem transformado nos Champs Élysées das rosas vermelhas e dos livros para todos os gostos, mesmo os que não gostam de ler. O 14 de fevereiro passa-lhes ao lado, mas o 23 de Abril é uma instituição! Para mim, vejam lá o problema, que em vez de um, são dois dias por ano com rosas garantidas. O problema mesmo a sério foi a partir das 20.45, quando o Barça entrou em campo. Uma preocupação esquecida durante o dia pela multidão que enchia as ruas, a praia e qualquer espacinho onde o sol conseguisse chegar. (O St. Jordi na Catalunha é um feriado não oficial, que eu fiquei com pena de não aproveitar). Mas depois do apito do árbitro, as rosas murcharam e os livros rasgaram-se. Não é vergonha nenhuma perder nas meias-finais da Champions L

Toledo

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Estamos a chegar. O carro adivinha as curvas de séculos de história e misticismo e ao longe… avisto Siena. Ou o que eu decidi que é a sua homóloga espanhola: Toledo. A muralha, as portas da cidade, as casas castanhas engalfinhadas em calçadas que desafiam as colinas de Lisboa. Aquela mesma sensação de estar a caminhar num conto de trovadores. E à volta, depois do rio onde atiravam as suspeitas de bruxaria amarradas (se morressem afogadas eram inocentes se emergissem eram bruxas), nada mais que verde. Como a Toscana.    Antiga capital do reino, terra de andanças de D. Quixote e Sancho Pança pelos quarteirões mágicos a que bruxas e feiticeiras deram nome, Toledo recebeu-nos com sol e calor. Em 3 passos damos a volta pela mesquita, pela catedral e pela judiaria, um gueto de onde os judeus não podiam sair, agora convertido num desfile de esplanadas e lojas de souvenirs. Olhando em volta, imaginamos quantos cristãos viveram amores proibidos com mouros, quantos judeus