Cor trencat*



*Coração roto

Hoje foi o dia dos dragões, das princesas e dos Jordis, Jorges, Georges e mais quantas variações existam do mesmo nome. Não haveria nada de especial a destacar se não fosse Barcelona a sede deste blog. Se as suas ruas não se tivessem transformado nos Champs Élysées das rosas vermelhas e dos livros para todos os gostos, mesmo os que não gostam de ler. O 14 de fevereiro passa-lhes ao lado, mas o 23 de Abril é uma instituição!
Para mim, vejam lá o problema, que em vez de um, são dois dias por ano com rosas garantidas.
O problema mesmo a sério foi a partir das 20.45, quando o Barça entrou em campo. Uma preocupação esquecida durante o dia pela multidão que enchia as ruas, a praia e qualquer espacinho onde o sol conseguisse chegar. (O St. Jordi na Catalunha é um feriado não oficial, que eu fiquei com pena de não aproveitar).
Mas depois do apito do árbitro, as rosas murcharam e os livros rasgaram-se.
Não é vergonha nenhuma perder nas meias-finais da Champions League contra o ex-finalista do ano passado (que derrotou o Real Madrid). Mas levar uma abada de 4-0 quando se é considerada a melhor equipa do mundo é bastante deprimente.  “Uma goleada de escândalo” “Um repasso histórico” “Um resultado contundente” … Ver um Barça assim tão reduzido e humilhado é como se de repente víssemos as pernas da Kate Moss com estrias e celulite, a Adele a fazer Playback, ou o Obama a usar auto-bronzeador. É a desilusão de um sonho, o desabamento de um ideal, a caída de uma crença. Para não falar no cabelo rapado do Piqué. Shakira filha, deste-lhe cabo da cabeça. Literalmente!
Enfim, no dia dos namorados catalão, o Barça partiu-lhes o coração.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O síndrome de Bridget Jones

Já cá estou outra vez, desculpem a demora...

Aproveito o 8 de Março para dizer que as mulheres deviam ganhar mais do que os homens