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A mostrar mensagens de Junho, 2013

VAI BRASIL!!!

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- Mas eu sou portuguesa! - E brasileira também. - Não sou nada! - É sim! Lembro-me destas desafiantes discussões com o meu pai. A minha conceção do mundo estava numa idade desafiante e não aceitava que eu pudesse ser de outro país que não o que me viu nascer e o único onde tinha vivido até então. Lia a banda desenhada da Turma da Mónica, papava todas telenovelas e séries da Globo,   tinha cds do Netinho e da Daniela Mercury, comia mangas, papaias e camarão com catupiry, ouvia o meu pai falar com aquele sotaque cantado e aquelas palavras que depois eu repetia na escola e ninguém percebia, mas era 100% tuga. E não havia maneira de que mudasse de ideia, eu, que com uma década e troca o passo de idade já tinha o mundo todo descascado na palma da mão. A adolescência é mesmo estúpida e não vai mudar nunca. Mas o meu pai, um pouco como todos os pais, nunca se cansou. Por sorte, a minha conceção do mundo expandiu-se para lá da idade do armário, ganhou formas com ângulos mais  

Menos chuva = mais dinheiro

Vamos entao falar do tempo. Desse Verao que roça mas nao arranha, desse sol que anda a engonhar há meses. Pensar-se-ia que a lua cheia, mais que nao seja por uma questao de brio, incentivaria um Sol cheio, cheíssimo, qual barriga depois da ceia de Natal. E vai-se a ver e esta manha estava a chover outra vez. Digo outra vez porque no Domingo também choveu. E ontem, que era feriado de Sao Joao, estava nublado e frio. Estamos já adentrados no Verao e andamos aqui com um tempo de Março à sombra. Isto é uma vergonha é o que é! Eis que por entre estas deambulaçoes atmosféricas descubro que, além de extremamente desgaradável, o mau tempo desencadeia também efeitos económicos negativos. Hoje, esta crónica foi o sol do meu dia. http://visao.sapo.pt/ricardo-araujo-pereira=s23462

Aberturas de Ibiza

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Nos idos tempos em que trabalhava na Jerónimo Martins, de quando em vez levava uns detergentes para casa ou uns trolleys com produtos variados: comida, bebida, limpeza, higiene pessoal e por aí fora. Nao era uma coisa frequente, nao, nao era Natal todos os dias (e no Natal havia caixa de chocolates!). Por isso, quando recebia alguma coisa ficava logo toda contente, fosse o que fosse. Huuum azeitonas, que bom, eu pessoalmente nao gosto, mas deram-me no trabalho! Era uma excitaçao receber algo mais que o sintético salário que me pagavam. Tendo mudado radicalmente de ramo, hoje em dia recebo outro tipo de presentes laborais. Nada contra os detergentes, que eram sempre muito bem-vindos e davam imenso jeito, mas nao se pode comparar um trolley de super-mercado com  entradas VIP para eventos desportivos, festivais de música e uma panóplia de after parties, cortesia das grandes marcas de bebida que patrocinam estas coisas todas. Bendito marketing! Uma vez, na JM, deram-me uma entrada v