Arroz com lulas a troços

Quarta-feira à noite. Estava eu descansadinha da vida a jantar, um arroz con lulas a troços, quando de repente, não mais que de repente, começou-me a doer um dente. Engalfinhou-se o arroz com o troço de lula pela cavidade do dente. Fui logo abrir a boca ao espelho para ver o que se passava. Uma imagem de um sexappeal inimaginável. O que se passava era que me estava, está, a despontar um dente do siso.
O pânico! O dente estava ali, entalado entre a gengiva e a parede da boca, e doía. Oh meu deus e agora, e agora o que é que eu faço? Vai doer mais e vou ter de operar e vou ficar com a cara inchada e vou parecer a popota e não vou poder ir trabalhar e vai doer muito!...
Fiz o que qualquer pessoa de 27 anos faria. Liguei à minha mãe. Falei com a mãe, com o pai e com a irmã, que se revelou a maior experta no tema. Diz que tirou os 4 dentes do siso, 1 por operaçao e 3 arrancados. Diz que arrancar nao dói nem incha, que isso só acontece quando se opera, mas como o meu dente já esta a sair nao é preciso operar. Ufa.
Nao sei por onde é que eu andava que perdi todos estes relevantes episódios de saúde bocal da minha irmã mas, de aqui em diante estarei mais atenta.
Eu, até ontem à noite, nao tinha tido nenhum dente do siso.  Lembro-me que, há 10 anos atrás, o meu dentista disse que íamos arrancar todos os dentes do siso para nao ter problemas no futuro. E eu não disse nada, basicamente porque estava com aquele tubo que faz babar dentro da boca.
Hoje, porém, os problemas do futuro parecem ser o presente, pelo que lá fui eu ao dentista em Barcelona. Fizeram-me uma radiografia e disseram-me que me estava a nascer um dente do siso. Uauuu! A sério??? A minha irmã deu-me um diagnóstico mais completo. Mandaram-me para o cirurgião, o qual, obviamente, só está disponível a partir de segunda-feira. Está claro que o dente do siso nao é considerado uma urgência pela classe médica espanhola.
Ora se há coisa que me irrita, além de ter um dente do siso refém da gengiva, é este ir ao médico para o médico nos dizer que temos o que já sabemos que temos e mandar-nos para outro médico.  Pim-pam que nem bolas de bilhar e sempre a pagar. E o mais provável é que o segundo médico diga que temos que voltar outro dia para fazer o que quer que seja que é preciso fazer.

No meu caso, o cirurgiao dirá se é necessário extrair o dente do siso ou se ele pode ficar ali, a nascer tranquilamente. Se, entretanto, ainda nao tiver nascido de vez.

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