Quando 26 já são 27


Os 27 não foram uma festa de arromba. Era uma terça-feira e na madrugada seguinte, tinha que estar no aeroporto às 6 da manha para uma viagem de trabalho. Oh senhores que melhor ressaca de aniversário que ouvir o despertador cantar às 5.15?
Mas tentei não pensar muito nisso. Pensei em quantos anos já passaram. Senti-me aliviada por ainda ter a nítida lucidez para recordar todos e tantos momentos, que a brincar a brincar já foram há mais de 10 anos, há mais de 20...!
Senti-me feliz por preservar tantas amizades de todos esses anos. E, claro, por receber centenas de desejos de feliz aniversário, de família e amigos dos 4 cantos do mundo. Porque em 27 anos tive a sorte, gigante, de dar umas quantas voltas pelo mundo.
Os aniversários são sempre uma espécie de teste, um balanço que se o resultado for desequilibrado pode terminar numa depressão profunda. Então, para dar mais emoção a esta prova decidi nada mais nada menos que pôr toda a gente de pé em cima duma prancha, com um remo para atrapalhar. Chama-se stand up padle surf e é a última moda. Fácil o suficiente para que se consiga fazer no primeiro dia, mas igualmente instável  para que toda a gente caia a água e nos podamos rir. Um sucesso portanto!
Há sempre uns com mais jeitinho que outros, umas que preferem dar melhor uso à prancha e usá-la como espreguiçadeira em vez de tentar por-se de pé, ou simplesmente ficar sentada em posição Pocahontas, como dizia o nosso paciente instrutor.  Outros há que o que querem é dar-lhe velocidade e se imergem em corridas contra si mesmos porque assim é garantido que ganham.  Todos participaram, uns com mais vontade que outros:  “Tu e as tuas ideias loucas!” “ Só faço isto por ti que a mim jamais me passaria pela cabeça” ou ainda “Não quero molhar o cabelo!” foram alguns dos comentários que não tiveram mais remédio que resignar-se à vontade déspota da aniversariante.
Foi das actividades mais divertidas que já fiz em grupo, com a vantagem de dar um bronze espetacular. Dá também umas cãibras que não são brincadeira, mas isso só pode querer dizer que surfámos de puta madre!
Quando não estávamos a surfar estávamos a praticar uma atividade muito mais consensual: beber cocktails esparramadas nas camas da praia privada do Hotel W com petiscos e óculos de sol. Divinas! Por muito radical que eu goste de ser,também sempre gostei de ser princesa.  E nos meus anos essa componente é indispensável. Porque no fundo eu sou da plebe e vou a praias públicas sem camas nem cadeiras desde que me recordo como gente. Mas 27 anos só faço uma vez na vida! E daqui a mais 27 quero lembrar esse dia de Verão em que estivemos na praia privada de um hotel de luxo de Barcelona,  fizemos padle surf pela primeira vez e causámos sensação!










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