Dia sem dente e noite sem fada

Chegou finalmente o dia. Hoje, fui arrancar o dente do siso. Lembro-me que em criança vivia uma plena emoção quando um dente caía, arrancava-o mesmo se fosse preciso, sem mariquices. Tudo para receber a visita da fada dos dentes e acordar com dinheiro debaixo da almofada em vez de um dente de leite ensaguentado. Não era uma troca muito justa mas a fada dos dentes lá sabe de si. 
Desta vez não tenho o dente em minha posse, a fada não me vai deixar dinheiro debaixo da almofada e por enquanto as reações não são as melhores: onde antes não me doía nada, tenho agora um inchaço em potência, pontos e alguma dor. Só posso “comer” líquidos frios, o que faz com que tenha passado o dia todo esfomeada. Se falar ou tentar abrir a boca, então dói mais.
Nnguém disse que arrancar um dente era uma volta na montanha russa. Se bem que eu sei de gente que era bem capaz de preferir arrancar um dente que subir-se à montanha russa. Não é o meu caso. 
Arrancar um dente é estranho. A anestesia na boca, os ruídos que parece que nos estão a partir os dentes como quem quebra nozes, e de repente voilá, um dente menos. E 4 horas com a boca paralizada e torta, sem a poder fechar. Estava bonita de se ver sim senhor!
Antibiótico e anti-inflamatórios a cada 8 horas, que eu achei por bem começar às 11 da manhã, para tomar o próximo às 19 da tarde, sem pensar que entre as 19 e as 11 passam mais de 8 horas e, portanto, vou ter de acordar às 3 da manhã durante os próximos 5 dias para me auto medicar. Está certo.
Pergunto-me se tudo isto era realmente necessário. Se algum dia o dente me incomodaria tanto como me está a incomodar hoje. Se passaria fome e noites sem dormir.
Felizmente nunca o saberei, posto que este já cá canta, o do outro lado não existe e os dois de cima já saíram sem problemas.
E isso meus amigos, são excelentes notícias! Eu própria estaria aqui a desdobrar-me em sorrisos de alegria, se não me doesse todo o lado esquerdo da boca cada vez que mexo os lábios...

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