Sexy zumba

Já não é uma novidade mas ainda está na moda. A boa da zumba aparece em blogs, anúncios na televisão e nos horários das atividades de, praticamente, todos os ginásios.
Mas o que mais me incentivou foi, como tantas outras vezes na vida, a minha mãe. Dedicada afincamente ao pilates com o meu pai decidiu, um dia, provar uma aula de zumba. E, ainda que não tenha convencido o meu pai a zumbar, conseguiu arrastar a minha irmã, pessoa extremamente avessa a qualquer tipo de dança.
Posto isto, estipulei para mim mesma que era imperativo experimentar essa tão extraordinária modalidade que tinha posto a senhora minha mãe a dançar (e a minha irmã também!). 
Cheguei à entrada da “sala grande” convencida de que estava atrasada,em vez disso, deparei-me com uma aglutinação de senhoras, que mais parecia fila para ir ao cabeleireiro grátis. Ou para um autógrafo do Toni Carreira. Rapidamente me apercebi, pela composição fisica das senhoras em espera, que a zumba não seria nada parecida a uma das minhas aulas de body combat.
A confirmação chegou quando a professora apareceu: imaginemos a Snooki da Geordie Shore (abaixo na foto), entrada a fundo nos 40, com o cabelo pintado de loiro e shorts e perneiras cor-de-rosa...



Entraram as 50 pessoas que estavam à espera (48 senhoras e dois senhores, nitidamente enganados), e a Snooki disse logo para nos pormos aos pares. Foram instantes de constragimento, pânico mesmo, ao ver as pessoas que iam ficando sem par, eu incluída.  Até que, qual anjo caído do céu, apareceu a Alexia, uma jovem dentro da minha faixa etária e corpulência. Foi com mútuo alívio que nos emparelhámos.
A partir daí não vi mais nada. Exceto, ocasioanlmente, uma perneira cor de rosa por um lado ou um braço pelo outro, sinais que me guiavam como as estrelas aos marinheiros. A sala estava tão cheia de gente e a professora era tão pequenina que eu já me contentava em acertar no lado do corpo que tinha de mexer. Mais que uma aula de zumba foi uma aula de adivinhação do futuro ao som de canções como “I’m horny, so horny, I’m horny, horny, horny tonight” e reggaeton.
Mas foi divertido, as coregorafias eram bastante acessíveis, mesmo sem as ver, e a exigência física era light, até porque não havia espaço para mais. Para evitar ser abalroada pela senhora da frente recuei um passo e acabei por abalroar a senhora de trás. Os riscos da zumba, nada de grave.   

Mas sim umaexperiência curiosa, abstrata e algo inquietante: enquanto imaginava como seriam os passos que deveria estar a dar, pensava se algures em Faro também estaria a minha mãe a dançar, aos pares, canções sexualmente explícitas (ou raggaeton)...

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