Wiggle wiggle!

Hoje escrevo porque o Verão me fez outra desfeita e voltou a pôr-se de chuva. Por isso, em vez de estar a torrar na praia, estou a preguiçar na cama, à espera que abrande a tempestade para ir à Zara trocar umas peças que me ofereceram nos anos e não me servem. Emocionante não é?
Ainda assim, não tão emocionante como o show a que assisti ontem à noite. Jason de Rulo esteve in the house, na Opium Mar. E nós estivemos com ele. Bom, à frente dele e atrás dele porque com ele,  mesmo com ele, estavam dois negros gigantes, impossíveis de trespassar. Devo confessar que não sou especialmente fã deste artista (acho que o target é mais under 25), conhecia uma ou duas canções, como a Wiggle wiggle, o grande hit da noite,  e as outras ia jurar que não eram dele. Foi uma surpresa ver a quantidade de gente que se espremeu diante daquele palco e aguentou de pé horas a fio para ver o senhor de Rulo.  Eu tinha uma vista privilegiada, desde o espaço onde estava a sua entourage, atrás da cabine do DJ. Convenhamos, quase 6  anos a viver em Barcelona têm de servir para alguma coisa. Se no princípio estava pouco expectante, quando o Dj oficial, um simpático punk de cabelo verde, tomou conta da cena, comecei a animar-me. A discoteca estava a transbordar, o ar estava cheio de mãos e luzes de telemóveis (apareço em centenas de fotografias das quais eu não era o objetivo mas lá estava, pedimos desculpa) e sentia-se uma adrenalina contagiante, naquela posiçã de meio ponto entre o nervosinho miúdo do cantor e a excitação histérica dos fãs.  Foi o delírio geral quando ele começou a cantar e a dançar. O raio do míudo não pára quieto pá! Uma pessoa tenta tirar umas fotos decentes e saem todas desfocadas. O que, em parte, pode ser culpa da própria pessoa. Da minha pessoa, neste caso.  E, obviamente, que as baterias dos telemóveis nunca colaboram nestes momentos fulcrais. Porém, qualquer coisinha é melhor que nada não é verdade? Seguem algumas tentativas de foto:







Em resumo, deu para soltar uns gritos à la groupie e para abanar a anca qual back up dancer ao som desse burburinho mágico que só se ouve nos concertos.  Infelizmente não deu para muito mais, porque foi coisa de menos de uma hora.
Ah pois é bebé, em menos de uma hora o Jason de Rulo fez mais dinheiro a cantar “You know what to do with that big fat butt” (praticamente um Camões dos tempos modernos), do que o que eu vou ganhar o ano todo a trabalhar.  Mistérios do universo... Mas fico muito contente pelo rapaz, gostei muito do show e fiquei cheia de inspiração para escrever poemas sobre o que fazer com rabos gordos. Depois de ir à Zara, que parece que agora parou de chover.


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