"If you laugh about it, you can live with it." by Joan Rivers

Há precisamente um ano viajei para Nova York, sem saber se ia voltar.
Cheguei em plena semana da fashion week, mas só acompanhei o evento pela televisão.
Rapidamente, fiquei fã de um programa em que comentavam tanto os desfiles dos criadores como os outfits do público. Também faziam uma classsificação das celebridades pior e melhor vestidas. Mas tudo num registo divertido e cativante, isto é, para quem gosta de bisbilhotar semanas da moda e apreciar idas, vindas e tropeções pelos tapetes vermelhos. Chamava-se Fashion Police e tinha, para grande surpresa minha, a Kelly Osbourne.  Entre os restantes integrantes da polícia da moda, chamou-me a atenção a apresentadora. Uma senhora que à primeira vista parecia a Lili Caneças lá do sítio, tal era a sua plasticidade facial, mas cuja desenvoltura na presença e soltura na língua a demarcavam como alguém significativo no panorama televisivo americano. Comecei a vê-la todos os dias e tornou-se parte intrínseca da minha vida de minhoca na Big Apple, como os scones com queijo Philadelphia, o barulho das sirenes que nunca se apagam e as lojas da Victoria’s Secret em cada esquina.
Ligava a televisão e sabia que em algum momento ela ia aparecer para me fazer rir.
Chamava-se Joan Rivers (nome artístico) e faleceu ontem. Era uma atriz, humorista, apresentadora, escritora, guionista, diretora, enfim, um peso pesado da magic box desde os anos 60.
Para a semana volto a NY, desta vez já sei que regresso, e rápido.
Na minha imensa lista de sítios a visitar e coisas para fazer em apenas seis dias, há um apartado de televisão. São os meus must see shows quando estou em NY. Não por serem especialmente bons (aliás, sou consciente de que não o são), mas porque os comecei a ver quando vivia em NY e, basicamente, porque gosto deles e pronto. A Fashion Police era um dos integrantes desta lista, a par e passo com a Modern Family, Keeping up with the Kardashians e Total Divas.
Mas sem Joan Rivers não pode haver Fashion Police e qualquer tentativa vai ser uma frustração.

Obviamente, as opções de entretenimento em NY são infinitas, mas é triste saber que esta senhora nunca mais vai fazer rir.


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