Um vício pouco ortodoxo

Estou completamente viciada numa série chamada How to get away with murder. Espero que esta declaração não afaste conhecidos e amigos, nem alarme as pessoas mais chegadas.  
É tudo culpa de um marketing asfixiador a que fui submetida aquando da minha última visita a NY, em Setembro.
A publicidade à série, então prestes a estrear, chamou-me a atenção, porque era impossível não chamar.  Cobria os metros, aparecia nos televisores dos táxis (sim, em Ny todos os táxis têm pequenos teelevisores incorporados nos assentos), estava na televisã e, basicamente, onde quer que se fosse.
A Viola Davis, nomeada duas vezes aos Oscars, encabeçava o cartaz, com cara de má. Surpreendeu-me a aposta de colocar uma senhora negra de meia idade, que não é a Oprah nem parece uma modelo da Victoria’s Secret, como protagonista de uma série. Achei arriscado, mas, ao mesmo tempo, extremamente intrigante. Tanto os teasers como a escolha do casting e os próprios personagens, já que o trailer deixava antever tórridas cenas gay.  E toda a gente sabe como os americanos são picuinhas e tabú com a exposição destes temas. 
Agora, imaginem que o enredo central é um misterioso assassinato e uma professora de direito que ensina uma panda de estudantes a defender arguidos dos crimes mais sanguíneos, utilizando todos os recursos não éticos à sua disposição. 
Era impossível não querer espreitar! E depois de espreitar é impossível não querer ver o próximo episódio. Acaba sempre assim, a pairar no limite do nosso último fio de respiração. Mantém a tensão, mistura falsh backs e flash forwards com doses de adrenalina e mistério, confude os bons com os maus e ninguém é melhor que ninguém. São todos humanos e estão metidos numa grande enrascada. E, como não podia deixar de ser, há affairs inesperados e paixões ardentes, que é como quem diz, sexo.    
A única razão pela qual deixei de ver foi porque se acabaram os episódios. Felizmente, a série já recebeu um pedido de continuidade de episódios para fechar a primeira temporada.

E aqui estou eu, ansiosa e sedenta para saber “how to get away with murder”....

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