O "handicap" do Sergio Ramos

Os jogadores de futebol não têm de falar inglês. Não têm. Ninguém lhes exige isso, não são avaliados em nenhum tipo de exame, nenhum clube lhes pede o TOEFL antes de os comprar e, convenhamos, quando já foram campeões nacionais, mundiais e europeus, por equipes e por seleção, não estão propriamente a pensar candidatar-se à Universidade.
Há sempre tradutores nas conferências de imprensa, há sempre legendas nos filmes, aliás, em Espanha até são dublados que é para ninguém precisar de aprender a falar inglês.
Vamos ao que vamos. Eu até simpatizo com o Sergio Ramos, mas cada vez que ele abre a boca torna-se impossível de defender. Simplesmente impossível.
Então oh Sergio, você já tem um escasso domínio do espanhol, para que é que se vai complicar a vida a mandar bitates em inglês? 
Em que universo é que isso tem probabilidade de dar certo, diga-me lá?!
Zero, meu querido. A probabilidade é zero. Aqui, no infinito e no mais além também.
É para parecer mais intelectual é? Deixe-se disso, fofo, que a estas alturas do campeonato já todos percebemos que não tem dotes de Hemingway nem de Einstein, se é que sabe explicar quem são estes senhores.
Mas não faz mal, que nós gostamos de si na mesma!
Agora faça-me um favor e não use todas as palavras que sabe, use apenas aquelas que tem mesmo certeza do que querem dizer. E se isso significa não dizer nada, que assim seja.
Às vezes, o silêncio vale mais que 1000 palavras.                                             
Ou então olhe, faça gestos que tem uns braços jeitosos!
Mas se quer mesmo muito ser ridicularizado, aventure-se com qualquer coisa em japonês, mandarim ou russo, que agora temos por cá uma mão cheia deles. Pelo menos assim pode dizer as bacoradas que quiser que nós também não percebemos.

Como espectadora externa, parece-me que o seu verdadeiro "handicap" é a falta de timing: o Sergio deixa passar, constantemente, momentos maravilhosos para estar caladinho.  

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