Quase nos 30 a cantar como aos 12

No outro dia conheci o Cody Simpson. Muito provavelmente, o nome não vos diz nada, a menos que sejam uma miúda na faixa etário dos 12 aos 14 anos (ou sejam os pais da miúda). 
O Cody é a versão australiana do Justin Bieber: um loirinho de 18 anos com pinta de surfista que canta musiquinhas fofinhas para adolescentes com um cavaquinho ou lá como se chama aquela viola pequenina. E com a brincadeirinha já deve ter ganho mais dinheiro que eu e vocês juntos.
Mas vamos ao que é realmente pertinente, disse-me o jovem que eu parecia a Alessandra Ambrósio e foi suficiente para ficar logo fã dele!
Agora cá ando, quase com 30 anos, a ouvir músicas iguais às que ouvia quando tinha 12 e era fã incondicional dos Moffatts. 
As canções ainda podiam ter assim um nome profundo, como tinham as dos Moffatts: If life is so short, ou I miss you like crazy ou, ainda, Girl of my dreams.
 Mas não, a minha preferida do Cody chama-se “La Da Dee”, que não quer dizer nada de nada e na melhor das hipóteses parece uma canção árabe de dança do ventre.  E a coisa fica pior, porque o refrão diz “La da dee la da da doo there's only me there's only you!”.
Resigno-me às evidências, sou uma adolescente irreconciliada comigo mesma no que toca a gostos musicais. Vejamos as coisas pelo lado positivo, pelo menos já não colo posters na parede do quarto.
E sei que isto enche a senhora minha mãe de orgulho, porque foi uma longa batalha que travámos durante toda a adolescência. Ou, basicamente, desde que comecei a comprar a Bravo e a Super Pop até que passei a ler a Ragazza.

Sim mãe, tinhas razão, eventualmente deixaria de querer acordar com o Scott Moffatt e o Leonardo Di Caprio (entre muitos outros) a olharem para mim. Além do que, efetivamente, as manchas do bostick não saem da parede. 
Só a título de curiosidade, não obstante terem acabado há mais de 10 anos, os Moffatts estão no Spotify! ;)




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