Don Giovanni

O Don Juan é um bom conhecido de todos nós. Um Zézé Camarinha à espanhola que, verdadeiramente, era italiano, com uma lista de conquistas impressionantemente vasta em Espanha.
Um personagem idolatrado por muitos e que em todos desperta curiosidade. Mozart elevou o seu estatuto a ópera e agora há uma interpretação portuguesa que fomos ver, em família, ao teatro Thalia. Não posso contar o final para não estragar a surpresa, mas, acreditem, “não é o que parece”.
Posso dizer que a minha personagem preferida é o Leoporello, o fiel criado do Don Giovanni, que tenta convencê-lo a mudar o seu life style de womanizer, sem sucesso mas com muita graça.
Outra coisa que me chamou a atenção foi o espaço em si, um palco humilde imbuído nas paredes em ruinas, com pedras que nos transportavam mesmo a uma qualquer noite de tempestade da Veneza do séc. XVII. O cenário ganhava vida com um jogo de luzes de maestro e a orquestra em vivo. Não fazem falta mais personagens nem complexidades no argumento para fazer uma boa peça.
Don Giovanni é uma comédia muito entretida, apta para todos os públicos, com atores vibrantes e um texto acessível, sem grandes rococós, conciso e divertido.
Se estiverem numa de gargalhadas culturais recomendo-vos este eterno galã e desafio-os a não se renderem aos seus encantos!

A captação de imagens estava interdita pelo que tive de saquear da internet...



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