No Arco da Rua Augusta

Foram muitas as vezes que passei pelo arco da Rua Augusta. Umas vezes vinda da Baixa-Chiado, outras vezes da Praça do Comércio. Desde o Camões até ao Cavalo do D.José, passando pela duvidosa estátua de D.Pedro e pelas paragens do elétrico, este azulejo de Lisboa é uma das minhas zonas preferidas, juntamente com Belém e o Castelo. E Sintra, se formos falar dos arredores.
O Pessoa continua sempre ali sentado no mesmo sítio, dá gosto vê-lo ler aquele jornal parado no tempo. Mas há sempre alguma loja nova, alguma coisa diferente, algo que anda não tinha visto apesar de todas as vezes que passei por ali. No Natal foi a Manteigaria, no Largo Camões, a única loja do mundo que tem pastéis de nata tão bons como os de Belém, antes disso tinha sido o Museu do Design e antes não me lembro. Desta vez surpreendi-me com a mudança de organização de andares da H&M, onde antes havia uma coleção de roupa e acessórios há agora uma coleção para o lar, e com o elevador do arco da Rua Augusta. Não, não estou a confundir com o elevador de Santa Justa. Agora ( não sei desde quando, para mim é desde agora) há um elevador, seguido por uma escadaria em caracol, pelos quais se pode aceder ao topo do arco da Rua Augusta, mano a mano com as estátuas que, digo-vos já, são muito maiores do que o que parecem, vistas cá debaixo.
E ora então o que é que se pode ver ao pé das estátuas do Arco da Rua Augusta?
Vê-se o D.José a cavalo, rodeado de gente, vê-se esquina do regicídio, vê-se a ponte batizada pela revolução, vê-se os mosaicos da calçada portuguesa a ladrilhar as ruas da baixa, vê-se as muralhas do castelo onde Napoleão ficou a ver navios, vê-se o amarelo sol do Paço, vê-se a Sé das noivas de Santo António e vê-se a imensidão do Tejo, ponto de luz magnânimo, espumando de soberbia em cada onda.

Temos sete colinas e p'ra aí uns700 miradouros, temos o Cristo de braços abertos e as torres do Castelo, mas ali do cimo do Arco da Rua Augusta, vê-se Lisboa de outra perspectiva. 











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