Sim, mas não.

Ora diz que o sim ganhou.
Mas toda a gente quer ser independente?
Não.
Então, não há maioria absoluta. Nem sequer há maioria juntando os dois partidos do sim. Na verdade, o grande partido do sim, Junts pel Si, teve menos votos do que nas últimas eleições, sendo que desta vez contava com mais partidos na sua formação. 
Então, nem o sim ganhou nem o não perdeu, nestas eleições para o parlamento catalão que se transformaram em referendo pela independência. A democracia fez um brilharete e os catalães mostraram que querem decidir e que não vão em catigas, pelo menos a maioria. 
O mediatismo da campanha do senhor Artur Mas deu-lhe cadeiras para se sentar, mas não deu no que tinha que dar. E a questão da independência continua no ar. E, entretanto, as questões que afetam a vida da população diariamente continuam a ser ignoradas.
Cá andamos a nadar em águas de bacalhau, como se diz em bom português.
Já escrevi várias vezes a minha opinião sobre a estória da independência e foi com certa alegria que hoje li o artigo de opinião do Jordi Évole, o meu jornalista catalão preferido que, apesar de ser simpatizante do Junts pel si,  escreve a mesma coisa que eu escrevi há dias, a propósito da Diada da Catalunha.

Portanto podem festejar o que quiserem e podem dizer que ganharam, mas os votos falam por si: a maioria dos catalães não quer ser independente, quer saber que não vai morrer à espera para ser atendido num hospital, quer ter dinheiro para chegar ao fim do mês, se possível para ir de férias ao Caribe uma vez,  e que os filhos não tenham de emigrar depois de acabar a universidade.  

Para os interessados na política da cidade Condal, aqui fica o dito artigo, publicado no El Periódico:

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