O dia de Espanha

Hoje foi o dia de Espanha, um feriado que calhou mesmo bem, prolongando o fim se semana.
Houve muita gente a representar o orgulho nacional com marchas e bandeiras de Espanha, incluindo em Barcelona. As grandes celebrações ocorreram em Madrid com um desfile com as forças militares, aviões a rasgar o céu às cores, o Rei, a Rainha, a Princesa, a Infanta e o Presidente do Governo. E milhares de espanhóis a aplaudir nas ruas, muitos dos quais estavam desde madrugada a guardar lugar para ver o desfile desde a primeira fila.
A malta estava feliz. Até que vieram os políticos separatistas, os independentistas, os anti-sistema, pôr veneno na felicidade do país. Dizem que as celebrações custaram 800.000€, que é um estapafúrdio. Dizem que os espanhóis não descobriram a América, antes efetuaram um genocídio ao que chamaram de colonização. Dizem que o dia de Espanha é uma vergonha pespegada. E dizem, também, que não se sentem parte de Espanha.  
Eu digo give me a break senhoras e senhores! Fechem a agenda política um diazinho, vá lá. Fiquem caladinhos a ver o jogo de futebol, relaxados, aproveitando que Espanha até já está classificada para o Europeu. Deixem as pessoas tranquilas a aproveitar o seu feriado prolongado ou a ver a marcha e os aviões de Madrid.
Hoje é a festa nacional e se não houvesse as tradicionais celebrações o povo ficaria desiludido.
A Espanha fez o mesmo que Portugal e que Inglaterra e que todos os países da velha Europa que partiram em descoberta do novo mundo. Não é agora, passados 500 anos, que se vai mudar a história, negando a comemoração de uma festa tão significativa para tantas pessoas.
A sério, independentemente das minhas ideologias políticas, hoje ouvi estes líderes a debicar contra o dia de Espanha  que nem galinhas, e além de me apetecer dar-lhes uma estalada na cara a cada um, só me fizeram lembrar 3 idiotas que no meu primeiro dia de aulas da universidade nos insultaram por deixarmos que nos praxassem. Sendo que a nossa praxe consistia em ter as iniciais do curso na testa (C.C), um coração na bochecha e ir até um centro de crianças deficientes para que elas nos pintassem. Ui, ui, ui, que tremenda humilhação e grande desrespeito pessoal a que nos sujeitámos!
Este uso abusivo de argumentos que até poderiam ser válidos em outro contexto, mas são disparados contra uma ocasião que não merece ser atacada só para marcar um interesse pessoal ou afincar uma posição política, transtorna-me o estômago.
Get a life people! E deixem os demais viver. 

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