Black Friday

Há dois anos, em Nova York, descobri o que era a Black Friday. 
Descobri que havia um dia em que os saldos saltavam para um outro nível e todas as lojas sem exceção faziam ofertas de levar o ser humano à insanidade. As pessoas acampavam, literalmente, à porta das lojas, à espera que abrissem. 
Foi um dia histórico para mim, a voar de loja em loja num centro comercial como uma galinha histérica. Orgulho-me até hoje das compras que fiz nesse dia e das marcas de haute couture que adquiri por -50%. Senti-me toda uma dealer! 
Depois voltei a Espanha e aqui ninguém sabia o que era isso da Sexta-feira negra.
Foi então com grande espanto, que este ano vi uma campanha enorme a anunciar a Black Friday em Barcelona. Na televisão, na rádio, online e no telefone. Recebi um sms da farmácia da esquina a dizer que estaria com promoções de Black Friday!
Foram mesmo muitas as lojas e os centros comerciais que aderiram à mania, o El Corte Ingles incluído, e puseram-se de fim-de-semana de ofertas. Obviamente, não estão a fazer extravagâncias, dão uns 20% ou 30% de desconto. Só vi duas lojas a 50%. E também não é generalizado, houve muitas lojas, principalmente as boas, que se deixaram estar quietinhas.
 Mas ainda que não seja aquela Black Friday de dar taquicardias,  como é nos EUA, não deixa de ser um win to win para o comércio e para os consumidores.  Eles ganham porque têm mais movimento e vendem mais e os consumidores ganham porque compram um pouco mais barato. O que dá sempre jeito para as prendas do Natal ou para aquela televisão que queríamos trocar.
Eu estou muito bem servida com a minha televisão e ainda andei a ver possíveis prendas de Natal mas não encontrei nada.
Pode ser que até Domingo mude de opinião...

Bom fim-de-semana!

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