Happy Halloween!!!

Adoro o Halloween.  Em grande parte, porque gosto de qualquer desculpa para me mascarar e ter o poder de poder ser o que bem me apetecer.  Por outro lado, dia 1 é feriado e isso dá sempre uma alegria extra. Se bem que este ano caiu domingo, portanto lá se foi metade da graça do Halloween.
Sim, gosto do Halloween,  mas não me mal interpretem, as caracterizações medonhas não são a minha praia. É uma antítese que carrego na alma, não consigo conceber o dispêndio de dinheiro e tempo em roupas e maquilhagem que nos fazem parecer mais feios. Para feia já tenho no calendário imensos dias: bad hair days, dias em que a nossa pele decide regressar à adolescência, dias em que dormimos mal e acordamos pior, dias em que nos sentimos inchadas, dias em que o nariz está entupido, vermelho e gotejante, dias em que os pelos das sobrancelhas roçam o limite do aceitável, etc, etc, etc.
Tenho duas bolsas cheias de disfarces e nenhum deles é assustador nem feio nem me faz mais gorda. Para mim a questão é um pouco como o topless:  ao preço a que estão os biquínis e com o difícil que é arranjar um que seja jeitoso e que as duas partes nos assentem bem, que sentido é que faz chegar à praia e não usar a parte de cima???
Posto isto, este ano mascarei-me de abóbora,  o símbolo do Halloween por excelência, desiludindo toda a gente que estava à espera que eu aparecesse redonda e cor de laranja. Fui uma abóbora de toutout, negro e laranja,  com uma bandelete com um laço preto e uma abóbora de brilhantes no meio do laço. Foi uma opção económica e original, não havia mais ninguém vestido de abóbora. Caveiras (as catrinas mexicanas) havia aos molhes, bruxas, mortos-vivos, vampiros, gatinhas e depois uma salganhada com um preso,  o Chucky o boneco maquiavélico, uma noiva, meia dúzia de marinheiras e a Frida Kahlo.  
Abóboras era só eu, com o plus de não me assustar quando me olhava ao espelho que para isso, repito, já há no calendário dias de sobra!  
Mas não se preocupem que o meu Halloween também teve a sua forte componente de genuíno terror e profundo desespero, quando saí do club e não encontrei  um mísero táxi, tendo por isso que caminhar largos metros, que se fizeram infinitos, vestida de abóbora com botas altas de salto alto, às 4 e pico da manhã. Com muitas outras pessoas na mesma situação que eu, praticamente a jogarem-se à estrada para parar os taxis que não paravam porque diziam estar ocupados ou reservados.

 Isso sim, foi o verdadeiro pânico!

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