Planeamento familiar

Queríamos passar um dia em família fora de casa. Fazer alguma coisa longe da televisão e do écran do computador.  Sair daquela apatia natalícia e passar mais de meia hora sem comer.
A minha primeira tentativa foi convencê-los a ir fazer patinagem no gelo, parece que havia um ringue na Praça do Comércio. A moção foi chumbada sem debate. Entre “tenho medo de cair e que alguém me passe em cima dos dedos com os patins” e “até aos 30 anos sempre quis fazer, nunca fiz. Mas se for fazer agora quebra tudo” era iminente mudar de plano.
Vamos ao Oceanário ver os pinguins! E assim vemos o rio e passeamos pelo parque das Nações. Esta proposta já angariou mais votos. Ainda se ouviu um “Tenho uma ideia melhor, vamos ao museu do design”, mas ninguém achou que essa ideia fosse melhor.
Porém, houve uma contra-proposta  para ir ao Zoo, que dividiu as hostes.  
Eu já estava ela por ela, o importante era desgarrar-me do sofá, por mim até podíamos ir ao bosque apanhar cogumelos!
Todos prontos para ir ao Zoo, o carro em marcha, e então qual é o caminho para o Oceanáro?
Oi???
Sim, que agora já é tarde para ir ao Zoo, daqui a uma hora está de noite e não vamos andar ali às escuras.
Acabámos no Parque das Nações, a passear à beira rio e a tentar tirar uma fotografia com os tubarões. Vimos os pinguins (claro que sim!),  as lontras e o peixe-lua, que pode ser um excelente peixe como pessoa, mas é feio que dói, coitadinho.
Rimo-nos, divertimo-nos, experimentámos a polaroide nova da minha irmã e fizemos as clássicas selfies, sem stick, que somos da velha guarda.
Convém realçar que, embora possa não parecer, somos só 4.  

Mas valemos por muitos!

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