Info-excluída

Confesso que não sou apaixonada pelas novas tecnologias. Não dei pulos de felicidade quando os meus pais compraram o nosso primeiro computador lá para casa, e desde que haja um Word e internet no meu portátil, sou uma pessoa feliz. Ando às voltas com os comandos da televisão da casa de Lisboa e não sei ver programas que já passaram, porque na minha casa de Barcelona não tenho disso. Não tenho boxes e só há um comando. E, repito, sou feliz.
Fui a última das minhas amigas a entrar no facebook e só por muita insistência de outra amiga, e com o Instagram aconteceu a mesma coisa. Tenho um cartão oferta com 200€ para gastar na Apple, que está há meses a ganhar pó, porque não há absolutamente nada naquela loja que me cative, sem ser um portátil pequenino, bonito e cor de rosa que custa 1.400€. E que se não fosse cor de rosa, provavelmente não me emocionaria.
Estou-me pouco marimbando para os lançamentos do iphone, se é X ou se é Y e distingo os carros pela cor.
Ainda assim, não deixei de me sentir idiota quando achei que o rato táctil do meu portátil tinha dado o berro. De um momento para o outro, sem explicação possível, deixou de funcionar. Eu desligava, reiniciava, tocava e quase espancava, mas não havia nada a fazer, o rato estava morto. Chiça penicos, agora o trabalho de encontrar uma loja para arranjar isso e ficar sem computador! E enquanto pensava nisso, havia algo no fundo da minha memória a querer dizer-me que isto já me tinha acontecido antes...
Passaram dois dias, porque foi ao ar numa sexta à noite.
Entretanto, fui usando o computador com um rato físico, o aparto em si, externo aoportáril. Quando chegou o dia de ter mesmo de o pôr a arranjar, voltei a confirmar que não estava a funcionar. Observei-o seriamente durante alguns momentos, à espera de algum sinal ou intervenção divina. E então comecei  a pensar "que estranho, foi assim tão de repente, num só segundo, quase como se eu tivesse carregado sem querer em alguma coisa que desligasse o rato... " foi então que o vi, em jeito de sinal divino!
O botão por cima do retângulo táctil, com duas pequenas ilustrações, claras o suficiente para perceber que o computador não estava avariado e para me lembrar de que  já me tinha acontecido antes. Carreguei no botão, o rato ressuscitou e tudo voltou à normalidade.
Mas imaginem lá a cara tão bonita com que eu teria ficado se tivesse chegado a ir à loja pôr o computador a arranjar... teria sido um grande momento sim dúvida, mais um episódio notável para a minha autobiografia p “Dou vergonha alheia a mim mesma”.

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