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A mostrar mensagens de 2018

Winnie the Pooh censurado em Espanha!

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Embora custe acreditar, vivemos num mundo em que o Trump foi eleito Presidente dos Estados Unidos e o Winnie the Pooh foi censurado.
Boh, como diriam os italianos, ou, puxa vida, como diria o meu pai.
Agora a questão é, que o ursinho amarelo mais fofinho do mundo tenha sido censurado na China, uma pessoa surpreende-se, mas pouco. A China esmera-se por bloquear tudo o que possa agradar aos chineses, desde o Google e as redes socias, até ao PornHub, passando pelo Dropbox. O Dropbox senhores! Não vá ser que alguém envie uma Dropbomba por email!
Mas que censurem o Winnie em Espanha, é, no mínimo, inesperado.
Ora o que aconteceu foi que sua Exa o Presidente Chinês Xi Jinping, veio fazer uma visita oficial a Madrid.
Ora vai daí, cortaram o trânsito por toda a cidade, para que o Exmo fofo pudesse passar tranquilo com a sua humilde entourage de 20 carros, e removeram o senhor que trabalha na Plaza del Sol vestido de Winnie the Pooh. Sim, é verdade, deu nas notícias que eu vi!
Portanto, houve algué…

O síndrome de Bridget Jones

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Ela disse que tinha coisas para me contar e eu disse que também, afinal, não nos víamos desde o Verão. Enquanto jantávamos só eu é que falava, ela assentia, ria, comentava, quem não conhecesse não notaria, mas eu sabia que ela estava estranhamente calada, como se estivesse à espera do momento certo. E lá está, depois de termos comido, bebido e repetido o “solomillo”, ela fez uma pausa dramática e anunciou que tinha que me dizer uma coisa. Eu tentei desviar-me da bomba: - Não me digas que também estás grávida ou que te vais casar, não me digas isso hoje! Ela sorriu, e procedeu a quase esmurrar-me os olhos com o pedregulho do anel de noivado, até então meticulosamente escondido nas mangas largas. E eu suspirei, tentei sorrir de volta com emoção, mas foi um fracasso. Em vez de um entusiasta Uau! Parabéns!, saiu-me um “Pfff és a milésima pessoa este ano que me diz que se vai casar, ou que está grávida, ou que pariu…”. Ao que ela respondeu, e muito bem: - E tu não estás feliz por mim??? Olha v…

Diz que está de moda...

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Ora então diz que está de moda um livro chamado Sapiens do autor israelita Yuval Noah Harari. Vi-o girar pelas redes sociais, sempre em mãos masculinas. O que poderia ser o nome de um manual de biologia, é um dos best-sellers do ano! De tanto o ver ficou-me na cabeça, até que um amigo me recomendou dizendo que aquilo era o que os homens liam e que se queria entender como os homens pensam, tinha que ler o Sapiens. Ora eu que nem sei como é que eu mesma penso, acho que isso de entender como os homens pensam está sobre valorado. Primeiro, gostaria de entender-me a mim, saber porque é que um dia acordo em modo Beyoncé no dia seguinte já acho que estou gorda mas, não obstante, vou comer nachos e crepes com Nutella. Eu, que nas segundas nunca quero fazer nada e quando chega o domingo e posso ficar o dia todo na cama, quero fazer tudo menos ficar em casa. Eu, que já não me cabe mais roupa no armário, mas nunca tenho nada para vestir. Eu, que não sei de que par de sapatos gosto mais, nem que mú…

Um peso na consciência

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Ando há três semanas com um peso na consciência, um remordimento na alma, uma comichão na dignidade. Roubei um guarda-chuva. Não foi um crime premeditado, não tive uma infância problemática, não tenho cadastro e não andei anos a elaborar um plano de assalto. Poder-se-ia mesmo dizer que agi em defensa própria. Não obstante, os factos são irrefutáveis, vim para casa com um guarda-chuva que não era meu e pretendo assumir as responsabilidades perante os meus atos. Não foi uma confusão, eu sabia muito bem que aquele guarda chuva não era o meu, principalmente porque se abria com um botão e o meu não.  No entanto, o que aconteceu foi que alguém levou o meu, ou guardaram-no noutro sítio, não estava claro. O que estava claro era que chovia torrencialmente, eu precisava ir embora, o meu guarda-chuva estava desaparecido em combate, fiz o que tinha que fazer para sobreviver sem me molhar. Mas depois disto nunca mais fui a mesma. Porque sempre que entro numa loja, num restaurante ou em qualquer sitio …

Um poema de adultos

Tenho saudades de quando éramos felizes sem saber Porque éramos apenas, Éramos sem ser. Éramos sem pensar. Sentíamos, E deixávamo-nos levar. Assim fizemos de todos os dias Um dia para lembrar. Os anos passaram, Porque o inevitável não se pode mudar, Mas as lembranças, Essas ficaram, E hoje fazem-nos perguntar: Onde é que os nossos sonhos pararam? Quando foi que deixámos de acreditar, De sonhar, de imaginar, de desejar… Algures pelo caminho da vida Perdemos o melhor que tínhamos para dar. Agora já está na hora De parar De ir lá buscar Esse je ne sais quoi Que nos fazia voar.

Já cá estou outra vez, desculpem a demora...

E finalmente chegou o Verão, a bem dizer chegou há mais de dois meses, os meus posts é que vão atrasados. Um dia não escrevi, deixei para amanhã. Mas veio amanhã e reconsiderei, se calhar não era assim tão interessante o que eu tinha para escrever, quando tivesse algo melhor logo escreveria. E foi assim que deixei de escrever, basicamente por achar que ninguém queria ler. Desisti. Atirei a toalha. Enfoquei-me no trabalho e nos meus workouts, boxe, jogging e toda uma parafernália de exercícios insuportáveis para esculpir glúteos pernas e abdominais, como se fosse agora começar uma carreira de top model depois dos 30. Não vou… Entretanto chegou o Verão e com ele a intransponível eminência de passar todos os minutos livres ancorada à beira-mar, no meu páreo redondo, onde cabe pelo menos uma família numerosa. Ironias do destino, hoje está nublado e não tenho nada para fazer, portanto decidi voltar a escrever. É uma decisão tão válida como qualquer outra, que andava a meditar há meses, provav…

Nunca mais é Verão!

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Ando um pouco confusa ultimamente, não sei se estou a viver em Barcelona ou em Moscovo. Ontem a temperatura ambiente decidiu jogar-se pelo precipício abaixo e desde então foi caindo, caindo, caindo… Hoje saí à rua com gorro, cachecol, guarda-chuva e toda a parafernália digna de um dia de Inverno em Amsterdam. Caminhando Rambla acima, reparei que havia algo de diferente na montanha do Tibidabo. Estava mais branca do que verde. Esbugalhei os olhos e fiz o maior zoom que a minha visão me permite, para ver se era mesmo neve ou se eram casas brancas, sabendo de antemão que dificilmente teriam construído casas brancas de ontem para hoje na montanha. Mas, vá-se lá saber, eu sou um pouco distraída, se calhar já lá estavam e eu nunca tinha reparado. Não, não estavam não, e efetivamente não estão. Foi só abrir o Google e apareceram logo as notícias sobre a nevada matinal que deixou o Tibidabo a parecer um requeijão. É a terceira vez que neva em Barcelona este ano, acho que da próxima já nem sequer…

Quem não temia a morte, porque sabia que tinha aproveitado a vida

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Foi com o telejornal da hora do almoço que descobri que o Stephen Hawking tinha morrido, mais de 50 anos depois do que os médicos tinham previsto. Não sou experta em física e, portanto, não me sinto capaz de comentar o que confio que seja um legado inigualável para o avanço do conhecimento humano sobre as leis do universo. Mas, realmente, o que mais me impressiona não é a teoria de tudo nem conhecer a intimidade dos buracos negros. O que mais admiro do Stephen Hawking é algo fácil de entender, ao alcance de qualquer pessoa que não tenha passado por Oxford nem Cambridge: a sua vontade de viver. Aquela rebeldia em não morrer, em não se render e em continuar a trabalhar nas suas teorias, nos seus projetos, nas suas investigações, nos seus livros, naquilo em que acreditava e em tudo o que gostava de fazer. Os médicos disseram-lhe que morreria em duas semanas e ele disse não, obrigadinho, mas não, eu vou mesmo ficar por aqui, e continuou a sua vidinha sabendo que ficaria cada vez mais debili…

Aproveito o 8 de Março para dizer que as mulheres deviam ganhar mais do que os homens

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Gostava mais do dia da mulher quando tinha 14 ou 15 anos, porque nessa altura significava ir jantar com as minhas amigas na mesa redonda do restaurante Chinês da baixa de Faro, ali ao final da Av 5 de Outubro, ao lado do parque de estacionamento. Não sei se ainda existe tal restaurante, nas minhas memórias está sempre presente, assinalando essa data especial que é o 8 de Março. Quando se tem 14 ou 15 anos, não se gerem grandes orçamentos, portanto, o Chinês era uma opção económica e divertida, porque tínhamos sempre a mesa redonda. Quando se tem 14 ou 15 anos também não se sai muito a restaurantes, no nosso caso éramos mais de ir ver jogos de basket, e por isso a mesa redonda era toda uma sensação! Foi com os jantares do dia da mulher na mesa redonda do restaurante Chinês da baixa de Faro, que assimilei o dia em si, que o comecei a “celebrar” e que desenvolvi um carinho especial por ele. Era uma das minhas noites preferidas do ano, perdendo apenas para o meu aniversário e para a passag…

Coisas que um dia hei de contar aos meus netos

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Nos quase 10 anos que vivo em Barcelona, vi nevar duas vezes. Quando digo que vi nevar duas vezes, refiro-me a que nevou duas vezes na cidade Condal, no centro, na praia, no Eixample, em cima da Sagrada Família e debaixo também. Não é a mesma coisa que ter nevado ali na montanha do Tibidabo ou em Mont-juic. Não.  Nevou em todo o lado e o manto de neve cobriu ruas, passeios, jardins, praias e palmeiras. E eu vi tudo e andei a brincar na neve como fazem as crianças. Este ano, desde novembro que tem feito um frio digno de qualquer país da Escandinávia, pelo menos para os meus padrões de meio brasileira e meio portuguesa. Um frio que se intensificou no Domingo, deixando Espanha em alerta vermelho e Barcelona com temperaturas oscilantes entre os 0 e os 6 graus, aproximadamente, talvez 8 algum dia, nas horas de maior calor e gracias.  Madrid colapsou-se por causa da neve e um sem fim de estradas foram cortadas por todo o país. Ora como aqui em Barcelona não somos menos que em Madrid, também qu…

O Apocalipse Zombie está aí, ao virar da esquina

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Anda o povo a trabalhar das 9 às 6 enfrentando horas de trânsito ou de transportes com olores inquietantes, andam os mais arriscados a investir em bitcoin e outras moedas digitais que realmente não existem, andam os mais religiosos a comprar a lotaria cada santa semana, andam os mais tradicionais às voltas com as bolsas de valores e as borbulhas imobiliárias, andam os atletas de alta competição a dar o corpo ao manifesto… anda toda a gente a viver estressada pelo lema “get rich or die trying”, e depois chegam os génios da cepa torta e tiram todo o sentido às nossas vidas e aspirações. Esta manhã, ouvi na rádio que um empreendedor iluminado ganhou 5 milhões de dólares nos Estados Unidos a vender lança chamas para combater o apocalipse zombie. Um evento que, como todos sabemos, está aí ao virar da esquina, talvez até apanhe o Carnaval. Vou repetir só para garantir que estão tão perplexos como eu: o fofo arrecadou 5 milhões de dólares com a venda de lança chamas para o apocalipse zombie!…

Em cena no teatro: "Uma morte anunciada"

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Há duas coisas que me partem o coração: não poder comer um frasco de Nutella inteiro porque dá dor de barriga e ver salas de teatro meio vazias. Sendo que a parte que está meio cheia tem uma idade média superior a 50 anos o que quer dizer que, continuando assim, daqui a umas 3 décadas as salas de teatro vão estar completamente vazias e, muito provavelmente, fechadas. Digo eu, que não nunca fui boa a matemática, mas parece-me um cálculo lógico. Lembro-me de ir ao teatro desde que me lembro de me lembrar das coisas. Mas não me lembro se nesse então havia mais gente, o que me lembro mesmo é de uma carruagem em forma da abóbora a descer do teto quando o meu pai nos levou a ver a Cinderela. Foi um momento mágico na minha vida! O que eu sei é que hoje em dia o fenómeno da desocupação do teatro ocorre tanto em Portugal, como em Espanha. No Natal fomos ver a Revista do Parque Mayer e acho que havia mais gente no palco a atuar e a dançar que gente sentada no público. O Parque Mayer que foi um di…

Se o porte de arma fosse legal, não havia segurança social!

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Não havia não senhor, porque as pessoas entrariam aos tiros pela segurança social adentro. Uns quantos disparos pelo ar e logo víamos se não funcionava tudo como Deus manda, era trigo limpo farinha amparo, e talvez até um sorriso  de cortesia aqui ou ali! Estou convencida que se isto fosse como na américa, pressionar o gatilho para conseguir resolver uma gestão ou receber um subsídio (devido por lei mas bloqueado por alguma burocracia do “sistema”) seria uma coisa normal, e completamente justificada pela incompetência e falta de brio dos trabalhadores da segurança social. Pelo que pude observar em primeira mão até agora, a segurança social (espanhola) retém uma equipa de talentosos energúmenos, completamente inúteis, com altíssimos níveis de insensibilidade e percentagens únicas de desmotivação e despreocupação por fazer bem o seu trabalho. Sublinhemos que se chama segurança social, supostamente deveria estar do nosso lado e garantir a segurança da sociedade, porém, a visão desta institu…

Um fim de ano especial, com festa no Palácio Real!

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2018: dia 3. Continua tudo igual, não ganhei a lotaria de ano novo, nem a de Natal, basicamente porque também não joguei. Estou constipada, o que é sempre chato, mas começar o ano empapada em tosse e ranho é especialmente pessimista. Ainda assim, estou feliz e agradeço a Deus que o constipado só tenha atacado depois da noite de 31 de Dezembro (e muito provavelmente por causa dela), permitindo-me aproveitar o meu réveillon em Itália à grande, como a ocasião merecia. Adoro Barcelona, mas quando já conhecemos a cidade de fio a pavio, também cansa. Por isso, e pela inundação de turistas bêbados que aqui aterram com esta quadra, não queria absolutamente passar outro fim de ano na cidade Condal, queria fazer algo especial, ou diferente vá, algo diferente já me faria contente. Fiz as malas e pirei-me para Itália a 31 de Dezembro, pode-se dizer que passei o último dia do ano nas nuvens...  Disseram-me que íamos a uma festa num castelo. Mentiram-me. Era um autêntico palácio!  Chamava-se Reggia de…