Se o porte de arma fosse legal, não havia segurança social!




Não havia não senhor, porque as pessoas entrariam aos tiros pela segurança social adentro.
Uns quantos disparos pelo ar e logo víamos se não funcionava tudo como Deus manda, era trigo limpo farinha amparo, e talvez até um sorriso  de cortesia aqui ou ali!
Estou convencida que se isto fosse como na américa, pressionar o gatilho para conseguir resolver uma gestão ou receber um subsídio (devido por lei mas bloqueado por alguma burocracia do “sistema”) seria uma coisa normal, e completamente justificada pela incompetência e falta de brio dos trabalhadores da segurança social.
Pelo que pude observar em primeira mão até agora, a segurança social (espanhola) retém uma equipa de talentosos energúmenos, completamente inúteis, com altíssimos níveis de insensibilidade e percentagens únicas de desmotivação e despreocupação por fazer bem o seu trabalho.
Sublinhemos que se chama segurança social, supostamente deveria estar do nosso lado e garantir a segurança da sociedade, porém, a visão desta instituição parece ser lixar os contribuintes ao máximo, proporcionando-lhes o maior número de chatices e obstáculos possíveis, para que não possam receber os subsídios que sãos seus por direito. Por exemplo: negar o subsídio de desemprego a alguém, alegando que tem uma posição de trabalho que não está a utilizar, numa empresa onde trabalhou há 5 anos, e que já não existe. Nem é preciso aprofundar os detalhes, dificilmente alguém pode estar a desaproveita uma posição de trabalho numa empresa que conta oficialmente com 0 trabalhadores, porque fechou. Mas isso é algo que o “sistema” da segurança social não consegue entender e os fofos dos trabalhadores lavam as suas mãos “Se é o que está no computador não podemos fazer nada. Tem que regularizar a sua vida laboral”. E isto, meus senhores, é na melhor das hipóteses, contando que nos atendem, porque se aparecermos ali de repente com um problema urgente a resposta é “Não atendemos ninguém sem cita prévia”. Mesmo se fossemos só ali avisar que vinha por aí um tsunami, sem cita previa” mandar-nos-iam embora, que isto é gente que cumpre as regras rigorosamente, sempre e quando as regras os ajudem a não ter de mexer o bumbum.   
E então uma pessoa tem que passar por mais um sem número de gestões online para conseguir um “date” com a segurança social passados 7 - 10 dias (com sorte!), e tentar descobrir por fim que documentos tem que apresentar para provar que não tem uma posição de trabalho numa empresa que já não existe.
Depois há o drama das cartas, porque toda a gente entende a elevadíssima dificuldade de introduzir uma morada corretamente num computador. É, realmente, uma complicação dos diabos, visto que envolve múltiplos fatores: por um lado o nome da rua, depois o número do prédio, o número do andar, o número da porta, e quando parece que já não há mais números, lá vem o número do código postal estragar a festa!  Copiar uma morada com tantos números é, realmente, um processo delicado, provavelmente equiparável a ser controlador aéreo, portanto entende-se que os trabalhadores da segurança social sejam incapazes de o fazer, devido à sua parca formação profissional.
O que não teria problema nenhum, se depois mandassem os avisos por e-mail, sms, whats app, chamada telefónica, vídeo chamada, Skype, direct message no Instagram… Estamos no século XXI, nunca foi tão fácil contatar com as pessoa mas, aparentemente, a segurança social continua atravancada na Idade Média, e só funciona a carta, com moradas mal escritas, o que resulta em cartas não recebidas e posteriormente devolvidas.
Claro que isso também não faz mal, porque obviamente não é problema deles. As cartas são devolvidas (porque eles se enganaram a copiar a morada), as pessoas não recebem as suas notificações de convocatória e depois recortam-lhes os subsídios por não se terem apresentado no dia em que estavam convocadas. Apresentarmo-nos numa convocatória para a qual não fomos convocados é quase tão difícil como conseguir um trabalho numa empresa que já não existe.
A minha lista negra contra a segurança parece uma pintura de Dali de tão surreal, a qual poderia continuar a ilustrar-vos pelo mundo dos formulários, requerimentos, ferramentas para pedir “cita online”, e exigências absurdas de documentos em geral, mas sou boa pessoa e a minha bronca não é com vocês, portanto vou poupar-vos a tamanha depressão.
Deixo apenas uma pergunta no ar: quem é mais popular, a segurança social ou as finanças?

Eu voto nas finanças.

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