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A mostrar mensagens de Março, 2018

Nunca mais é Verão!

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Ando um pouco confusa ultimamente, não sei se estou a viver em Barcelona ou em Moscovo. Ontem a temperatura ambiente decidiu jogar-se pelo precipício abaixo e desde então foi caindo, caindo, caindo… Hoje saí à rua com gorro, cachecol, guarda-chuva e toda a parafernália digna de um dia de Inverno em Amsterdam. Caminhando Rambla acima, reparei que havia algo de diferente na montanha do Tibidabo. Estava mais branca do que verde. Esbugalhei os olhos e fiz o maior zoom que a minha visão me permite, para ver se era mesmo neve ou se eram casas brancas, sabendo de antemão que dificilmente teriam construído casas brancas de ontem para hoje na montanha. Mas, vá-se lá saber, eu sou um pouco distraída, se calhar já lá estavam e eu nunca tinha reparado. Não, não estavam não, e efetivamente não estão. Foi só abrir o Google e apareceram logo as notícias sobre a nevada matinal que deixou o Tibidabo a parecer um requeijão. É a terceira vez que neva em Barcelona este ano, acho que da próxima já nem sequer…

Quem não temia a morte, porque sabia que tinha aproveitado a vida

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Foi com o telejornal da hora do almoço que descobri que o Stephen Hawking tinha morrido, mais de 50 anos depois do que os médicos tinham previsto. Não sou experta em física e, portanto, não me sinto capaz de comentar o que confio que seja um legado inigualável para o avanço do conhecimento humano sobre as leis do universo. Mas, realmente, o que mais me impressiona não é a teoria de tudo nem conhecer a intimidade dos buracos negros. O que mais admiro do Stephen Hawking é algo fácil de entender, ao alcance de qualquer pessoa que não tenha passado por Oxford nem Cambridge: a sua vontade de viver. Aquela rebeldia em não morrer, em não se render e em continuar a trabalhar nas suas teorias, nos seus projetos, nas suas investigações, nos seus livros, naquilo em que acreditava e em tudo o que gostava de fazer. Os médicos disseram-lhe que morreria em duas semanas e ele disse não, obrigadinho, mas não, eu vou mesmo ficar por aqui, e continuou a sua vidinha sabendo que ficaria cada vez mais debili…

Aproveito o 8 de Março para dizer que as mulheres deviam ganhar mais do que os homens

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Gostava mais do dia da mulher quando tinha 14 ou 15 anos, porque nessa altura significava ir jantar com as minhas amigas na mesa redonda do restaurante Chinês da baixa de Faro, ali ao final da Av 5 de Outubro, ao lado do parque de estacionamento. Não sei se ainda existe tal restaurante, nas minhas memórias está sempre presente, assinalando essa data especial que é o 8 de Março. Quando se tem 14 ou 15 anos, não se gerem grandes orçamentos, portanto, o Chinês era uma opção económica e divertida, porque tínhamos sempre a mesa redonda. Quando se tem 14 ou 15 anos também não se sai muito a restaurantes, no nosso caso éramos mais de ir ver jogos de basket, e por isso a mesa redonda era toda uma sensação! Foi com os jantares do dia da mulher na mesa redonda do restaurante Chinês da baixa de Faro, que assimilei o dia em si, que o comecei a “celebrar” e que desenvolvi um carinho especial por ele. Era uma das minhas noites preferidas do ano, perdendo apenas para o meu aniversário e para a passag…