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A mostrar mensagens de Agosto, 2018

Um poema de adultos

Tenho saudades de quando éramos felizes sem saber Porque éramos apenas, Éramos sem ser. Éramos sem pensar. Sentíamos, E deixávamo-nos levar. Assim fizemos de todos os dias Um dia para lembrar. Os anos passaram, Porque o inevitável não se pode mudar, Mas as lembranças, Essas ficaram, E hoje fazem-nos perguntar: Onde é que os nossos sonhos pararam? Quando foi que deixámos de acreditar, De sonhar, de imaginar, de desejar… Algures pelo caminho da vida Perdemos o melhor que tínhamos para dar. Agora já está na hora De parar De ir lá buscar Esse je ne sais quoi Que nos fazia voar.

Já cá estou outra vez, desculpem a demora...

E finalmente chegou o Verão, a bem dizer chegou há mais de dois meses, os meus posts é que vão atrasados. Um dia não escrevi, deixei para amanhã. Mas veio amanhã e reconsiderei, se calhar não era assim tão interessante o que eu tinha para escrever, quando tivesse algo melhor logo escreveria. E foi assim que deixei de escrever, basicamente por achar que ninguém queria ler. Desisti. Atirei a toalha. Enfoquei-me no trabalho e nos meus workouts, boxe, jogging e toda uma parafernália de exercícios insuportáveis para esculpir glúteos pernas e abdominais, como se fosse agora começar uma carreira de top model depois dos 30. Não vou… Entretanto chegou o Verão e com ele a intransponível eminência de passar todos os minutos livres ancorada à beira-mar, no meu páreo redondo, onde cabe pelo menos uma família numerosa. Ironias do destino, hoje está nublado e não tenho nada para fazer, portanto decidi voltar a escrever. É uma decisão tão válida como qualquer outra, que andava a meditar há meses, provav…